Por Marcelo Gerald

Impressionante a tática do PSC em desqualificar a possível vítima de estupro por ela já ter relatado ser vítima de abuso outras vezes, mas a coisa toda não para por aí, o Partido diz em nota oficial que Patrícia Lélis nunca foi afiliada ao PSC, mas será verdade? A nota dá a entender que o PSC e Patrícia nunca tiveram proximidade.

Sara Winter, ex-feminista, agora membro do partido saiu em defesa da legenda, em sua rede social reafirmou que Patrícia nunca pertenceu ao partido, mas a militante parece ter se esquecido de apagar postagem feita no dia 23 de maio deste ano, nela, Sara,  o presidente do PSC, pastor Everaldo recebiam Patrícia Lélis como nova membro do PSC jovem, na foto Lélis parece estar segurando um tipo de certificado partidário.

Foto de Patricia Lélis sendo recebida no PSC pelo seu presidente e filiados

Foto de Patricia Lélis sendo recebida no PSC pelo seu presidente e filiados

Sara Winter alega que o registro de Patricia não foi formalizado por alguma pendência no título, é verdade que a lei dos Partidos Políticos diz que só quem está em pleno gozo dos seus direitos políticos pode filiar-se, mas o TSE considera que a inelegibilidade não afeta a filiação, portanto, mesmo que houvesse algum tipo de pendência, como não ter votado ou justificado na eleição passada seria fácil de resolver, ressalto que a filiação não depende da Justiça Eleitoral, ela acontece dentro do próprio partido.

Caso Patrícia apresente provas de sua filiação ficaria claro mais uma tentativa em desqualificá-la, oficialmente é difícil comprovar algo através da Justiça Eleitoral porque as listas de filiados são geralmente atualizadas apenas em abril e outubro e como ela parece ter se filiado em maio não deve constar em nenhuma lista oficial.

Vejo com estranheza esta necessidade do PSC de ter sua imagem descolada da de Patrícia, todos a conheciam como militante do partido, uma coisa é apurar fatos para chegar à verdade, outra é tentar enfraquecer quem o acusa de algo.

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