Por Leandro Oliveira e Marcelo Gerald

A Câmara de vereadores do Rio de Janeiro aprovou nesta quinta (22) o projeto de lei 1082/11 que veda a distribuição, exposição e divulgação de material didático contendo orientações sobre a diversidade sexual nos estabelecimentos de Ensino Fundamental e de Educação Infantil da Rede Pública Municipal de Ensino. O projeto é de autoria do vereador Carlos Bolsonaro (PP).

O projeto teve 21 votos favoráveis e 9 contra (abaixo votação) e retornará em 2ª discussão nesta terça, dia 27.

A votação aconteceu na mesma semana que um menino de 15 anos denunciou que sofria bullying homofóbico em uma escola do Rio Grande do Sul. É importante ressaltar que não existe no Rio de Janeiro qualquer programa de ensino que pretenda levar a questão da diversidade sexual para dentro das escolas, o projeto do filho de Jair Bolsonaro (quem mais poderia ser?) só demonstra uma obsessão que esse vereador (e sua família) tem com os LGBTs.

O vereador Reimont do PT chamou Bolsonaro filho de “vereador de uma nota só”. É o segundo projeto homofóbico apresentado por ele em menos de uma semana. O vereador do PP também apresentou um projeto de lei que institui o dia do orgulho hétero na cidade.

Carlos Tufvesson, coordenador da CEDS-Rio teme as consequências desta votação. “O  Rio que tem um histórico de inclusão e teve ontem uma lei proibitiva de combate ao preconceito e à discriminação aprovada na Câmara Municipal, apesar da inconstitucionalidade e de ferir a lei orgânica do Muncípio.” O coordenador afirmou que essa lei não irá favorecer em nada à população e  ainda deve atrapalhar o combate ao bullying, que causa muitos traumas e ultimamente temos tido casos diários na mídia.

“O material apresentado na votação era do “Escola sem homofobia”, que nós nunca sequer tivemos acesso, como bem disse o vereador Brizola Neto (PDT): “Foi a sessão mais fascista que já vi nessa Casa” Temos de concordar!”, concluiu Tufvesson.

Ressaltamos que muito do material atribuído ao kit anti-homofobia é falso, até mesmo campanha de prevenção à AIDS e DSTs e fotos que nada têm com o programa foram incluídas por difamadores em várias mídias.

Essa perseguição que a família Bolsonaro tem com os LGBTs só demonstra uma deficiência educacional que o país apresenta em relação à diversidade e que só pode ser combatida com educação. Como bem explicou o vereador Eliomar Coelho (PSOL) deve existir uma orientação pedagógica nas escolas pra que as crianças comecem a entender aquilo que é uma realidade.

Quem mora no Rio haverá ato contra esse projeto de lei fascista, nesta terça: Educar Pela Diversidade.

Assinem a petição contra este projeto absurdo e intolerante aqui.