Secretaria de Direitos Humanos e Dilma demostraram descaso no Dia Internacional de Combate à Homofobia. Várias entidades e Políticos apoiaram a causa nas Redes Sociais.
Por Marcelo Gerald e Leandro Oliveira
Vários políticos e entidades manifestaram apoio ao dia Internacional de combate à homofobia no Twiter. Várias tags permaneceram no topo: #BrasilSemHomofobia, #HomofobiaÉCrime e Homofobia. outro destaque positivo é que nenhuma tag homofóbica conseguiu aparecer nos trends brasileiros.
O governo fez cara de paisagem pra data e a grande surpresa negativa veio através da Secretaria de Direitos Humanos, que defendeu o silêncio.
Declararam apoio: Deputado Amauri (PT-BA), Banco Do Brasil, Deputada Estadual Cidinha Campos (PDT-RJ), Senador Delcídio Amaral (PT-MS), Deputada Erika Kokay (PT-DF), Deputada Fátima Bezerra (PT-RN), Fátima Cleide (PT-RO, Ex-Senadora e ex-Relatora do PLC122), Vereador Floriano Pesaro (PSDB-SP), Governo do Estado de São Paulo, Deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), Senadora Lidice da Mata (PSB-BA), Deputada Manuela D’Avila (PcdoB-RS), Marta Suplicy (PT-SP), ONU Brasil, Pillay (Alta Comissária de Direitos Humanos da ONU), Deputado Paulo Teixeira (PT-SP), Partidos: PSB, PSOL, PSTU, Secretaria de Justiça do Estado de São Paulo, Superintendência de Direitos Individuais Coletivos e Difusos da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Governo do Estado do RJ, Unesco.
Abaixo, galeria com as declarações (cliquem nas imagens pra ampliar):
O ativista Marcos de Oliveira cobrou declarações de Dilma e da SDH via Twitter:
A resposta da SDH foi simples e DIRETA, nada de defender, seja verbalmente ou por nota:
A Secretaria de Direitos Humanos deveria saber que as palavras dão nomes às coisas, à nossas ações, as nossas omissões. Aquilo que não tem nome não existe, ao se calar colaboram com o aumento do preconceito, da discriminação e da violência em todo o país, se é verdade que tem desenvolvido ações está faltando divulgação das mesmas.
Nadine Borges, ligada a SDH, reconheceu que os professores da rede pública não estão preparados pra lidar com o bullying homofóbico, portanto há muito trabalho a fazer e não é verdade que a pasta, a presidenta, ou seus Ministérios preferem não fazer uso da palavra pra defender causas sociais. Leia a discurso da Presidenta no Dia das Mulheres e vídeo de sua Ministra no Dia da Consciência Negra, sem contar que mulheres e negros têm as suas próprias Secretarias e mesmo assim a SDH manifestou apoio seja no Twitter, em eventos, ou no seu site.
O Dia Internacional Contra a Homofobia foi criação do ex-Presidente Lula e o Governo Dilma ignora completamente a data.
Mas não se preocupem, nem tudo está perdido, O Ministério do Desenvolvimento Agrário mandou energia positiva pra todos nós. LGBT não é questão agropecuária, mas creio que todos agradecem, pelo menos uma pasta importante do Governo nos apoia, ou esse se esqueceu de vetar declarações vindas de lá, porque parecia pouco provável que acontecessem.










O silêncio propositadamente é reflexo da infiltração de pastores e outros religiosos na estrutura burocrática do Estado teocrático. A secretaria é refém e se absteve de comentários porque sabe o que é melhor pra si.
Enquanto a vida (em todos os sentidos) de muitos é interrompida, e de muitos outros a vida (cidadania digna) nem sequer tem um início, o grande “circo” continua a todo vapor.
Cansei mesmo. Basta!
Pra mim, o que nunca começou já terminou.
Boa sorte aos dispostos remanescentes!
E que a ingenuidade se aparte de vós!
Será que o silêncio deliberado com vistas ao aniquilamento de qualquer iniciativa pró-LGBT também não demonstra egodistonismo semelhante ao do ataque homofóbico, mas com uso de recursos diferentes?
Ressuscita, Freud, e explica!!!
Sergio Viula