Por Leandro Oliveira

Existem outros partidos que não são grandes, ou possuem tanta visibilidade quanto os que compõem essa série, mas que também merecem atenção especial na hora do voto. Aliás, estes partidos além de menos “expressivos” também costumam ser neutros principalmente em questões de Direitos Humanos e nem sempre são analisados da forma como deveriam.

Muitos deles, como você vai observar abaixo, não possuem um posicionamento homofóbico. Mas os seus candidatos têm posturas anti-LGBT que necessitam atenção. Por isso, analise bem o candidato e na dúvida não vote nestes partidos.

Partido Verde (PV)

O Partido Verde já foi um bom partido para LGBT, mas hoje com abertura para políticos fundamentalistas como Roberto de Lucena (SP), o eleitor deve pensar duas vezes antes de votar no partido.

O PV possui um senador, 10 deputados federais e faz bloco com o PPS.

Destes 5 deputados do PV assinaram a PEC fundamentalista de João Campos. Além disso, o partido teve destaque nos últimos dias com o pastor evangélico e deputado federal Roberto de Lucena (SP) relator do projeto de João Campos que pretende legalizar “a cura” de homossexuais.

O partido já teve bons políticos para LGBT como Luciano Zica e Marcelo Cerqueira, mas hoje não possui muitos exemplos positivos.

Partido Trabalhista Brasileiro (PTB)

O PTB possui 6 senadores e 21 deputados federais. Destes 4 deputados sofrem processos na justiça e 16 tiveram a candidatura barrada em 2010 pela lei do candidato Ficha Limpa.

Apesar de ter uma setorial LGBT em São Paulo, teve 11 deputados que assinaram a PEC de João Campos, votou a favor do dia do orgulho hétero e contra a continuidade do processo contra Bolsonaro.

Além disso, na última propaganda eleitoral, o PTB utilizou questões morais e religiosas, onde Roberto Jefferson (o do mensalão) falava de Jesus Cristo, desrespeitando a laicidade do estado já na propaganda do partido.

Partido Democrático Trabalhista (PDT)

Possui 5 senadores e 25 deputados federais, sendo que destes 5 sofrem processos na justiça.

Apesar de citar LGBT em alguns textos de Direitos Humanos em seu site, a defesa é pouca e acanhada. Cristovam Buarque, uma das principais lideranças do partido é ambíguo na defesa do PLC 122.

Além disso, dois dos três vereadores do PDT votaram a favor da lei de Carlos Bolsonaro pela proibição de materiais sobre diversidade sexual nas escolas do Rio. 10 deputados assinaram a PEC de João Campos. E o partido já teve em seu quadro Myrian Rios, que hoje é do PSD.

Partido Republicano Progressista (PRP)

É um partido minúsculo que possui apenas 2 deputados federais. Em seus vídeos institucionais fala em “valores da família”, um discurso normalmente utilizado para cercear os direitos de LGBT. Além disso, possui aliança com partidos ruins como PR, PHS e PTC.

Um fato interessante é que um vereador do partido, Luiz do Postinho em Maringá apresentou um projeto dispondo sobre a criação do programa escola sem homofobia no município.

Partido Social Liberal (PSL)

Outro partido muito pequeno e que pertence ao mesmo bloco de partidos que o PRP. Possui apenas 1 deputado federal. A única informação adicional que temos é que foi o partido escolhido por Monique Evans para se candidatar a vereadora, em seu discurso ela disse que irá defender “cristãos e gays”.

Partido da Mobilização Nacional (PMN)

Possui apenas 1 deputado federal que é a Jaqueline Roriz, lembra? E o único vereador do partido no Rio de Janeiro votou a favor da lei de Carlos Bolsonaro pela proibição de materiais sobre diversidade sexual nas escolas do município.

Partido Trabalhista Nacional (PTN)

Não possui nada em relação a LGBT, nem contra e nem a favor.

Orientação de voto:

 

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