Jovem Pan Maringá tomou providências sobre funcionário que incitou a violência contra gays

Por Marcelo Gerald

Um funcionário da Jovem Pan de Maringá colocou a empresa em situação extremamente delicada com o movimento LGBT. Em seu Facebook pessoal, ele havia proposto juntar grupos intolerantes para meter porrada.

A rádio manifestou-se no Twitter e liberou nota com os dizeres:

Vale a pena entrar no site da Pan e ouvir a declaração contra o preconceito e a discriminação.

O pequeno texto da nota tem problemas, como o uso do termo “opção sexual”, afinal NINGUÉM escolhe ser gay, o máximo que uma pessoa pode escolher é praticar ou não o ato sexual e isso vale tanto para gays, quanto pra héteros e bissexuais.

Muitos homossexuais possivelmente se pudessem escolher, escolheriam o lado mais fácil, justamente pelo preconceito sofrido ao longo da vida, já outros jamais mudariam sua orientação por uma questão de Orgulho, mas de qualquer forma não existe escolha quando se fala em orientação sexual, assim como não há pra canhotos e destros, ou pra cor de nossa pele.

Outro problema que vejo na nota é quando se fala em “liberdade de expressão”. Não existe no Brasil liberdade absoluta de expressão, esta encontra diversos limites na própria Constituição Federal e um deles é a Dignidade Humana, portanto alguém que incita a violência JAMAIS poderia alegar liberdade de expressão. Mas considero sanada qualquer ambiguidade por parte da Jovem Pan, pois ao final da nota disseram ter tomado as providências baseadas na CLT e em seu regime interno.

Coloquei estas observações aqui apenas como um alerta para a rádio e para outros.

Parabéns a Jovem Pan por tomar providência rápida e por posicionar-se contra a violência, contra a discriminação e o preconceito.

A luta contra a homofobia, contra a violência e qualquer discriminação deve ser uma luta de toda a sociedade e não somente de ativistas.

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