Por Leandro Oliveira

De acordo com o site Congresso em Foco o deputado homofóbico Jair Bolsonaro é um dos 285 parlamentares que ainda não assinaram a PEC 349 pelo voto aberto. A Proposta de Emenda à Constituição que tramita há mais de dez anos no Congresso ganhou força nas últimas semanas pelos escândalos envolvendo o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o Senador Demóstenes Torres.

Na terça-feira (27) o Conselho de Ética da Câmara decidiu por 15 votos a zero pela cassação de Demóstenes, entretanto o mandato do deputado precisará passar ainda por uma votação do Congresso que decidirá se o parlamentar terá o mandato realmente suspenso. A urgência pela aprovação da PEC é para que a impunidade não se repita como em agosto de 2011 quando a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN/DF) foi absolvida pela Câmara, graças ao voto secreto, após ter sido flagrada recebendo dinheiro de propina.

Vale ressaltar que o deputado federal e ex-DEM, Demóstenes Torres, foi um dos principais opositores no Senado da lei que criminaliza a discriminação por orientação sexual (PLC122).

Esta não é a primeira vez que Bolsonaro se posiciona contra leis que beneficiam a população. Locutor constante de homofobias das mais diversas, Bolsonaro também já se absteve na PEC do trabalho escravo, votou a favor do novo código florestal, e pelo aumento do próprio salário em 62% em 2010.

Cristãos fundamentalistas como os deputados Eduardo Cunha (PMDB/RJ) e Lauriete, Marcelo Aguiar e Zequinha Marinho, todos do Partido Social Cristão, também não assinaram pela aprovação da PEC que conta ainda com Jaqueline Roriz e Paulo Maluf na lista de opositores.

O voto aberto além de um direito de todos os cidadãos é uma ótima oportunidade para vermos como os “corajosos” opositores da cidadania LGBT se comportam no Congresso.

Você pode verificar a lista dos deputados que assinaram a favor da PEC clicando aqui.

E pode fazer a sua parte também, assinando a petição pela aprovação da PEC clicando aqui.