Por Leandro Oliveira
O pré-candidato a prefeitura de São Paulo pelo PT Fernando Haddad, se reuniu na quinta-feira (24) com a militância LGBT para firmar compromissos com este segmento em seu programa de governo. Haddad que foi Ministro da Educação e um dos responsáveis pela elaboração do Kit de Combate a Homofobia, deu uma entrevista ao site Mix Brasil, no qual afirmou concordar com Dilma quando esta vetou o Programa Escola sem homofobia.
De acordo com o candidato, Dilma teve esta atitude devido à nebulosidade e confusão geradas quanto ao objetivo do projeto. Vale lembrar que Dilma na época estava sendo pressionada pela bancada evangélica e vetou o programa assumindo que não viu o seu conteúdo.
Haddad afirmou ainda que o fato da presidenta e o Ministério da Educação ter considerado que o material não correspondia com a encomenda, e ter tomado a decisão de não distribuí-lo não diz nada a respeito do compromisso do PT com o combate a homofobia, “as pessoas querem vincular uma coisa a outra” disse.
Mas a pergunta é: Como a presidenta pode afirmar que o material não correspondia a encomenda se ela mesma assumiu que não viu o material? E ainda, como o MEC pode dizer que um material que ele mesmo produziu não estava de acordo com a encomenda?
É bom lembrar que o próprio Haddad, em fevereiro deste ano, deu apoio total ao kit e afirmou que “a verdade vai prevalecer sobre a mentira” como você pode ver aqui.
Parece que a mentira está prevalecendo até mesmo sobre o passado de Haddad que agora diz que o Ministério da Educação também considerou que o kit não correspondia à demanda. No começo deste mês, em entrevista para o Programa Amaury Junior, Haddad afirmou que o kit foi mal produzido.
Os fatos apresentados acima não nos levam a acreditar que o PT não possui um compromisso no combate à homofobia, mas sim que o compromisso com a mentirada fundamentalista esta acima de qualquer outra coisa. E é impossível não vincular uma coisa a outra.







EU ME RECUSO A VOTAR EM COVARDES E MENTIROSOS QUE APOIAM NAZI RELIGIOSOS! ME RECUSO A VOTAR EM PARTIDOS MENTIROSOS QUE NOS VENDERAM EM TROCA DE UM CORRUPTO, DE UMA PRESIDENTE FRACA E MENTIROSA QUE CEDEU A UM GRUPO DE PASTORE. ME RECUSO A VOTAR EM QUALQUER POLITICO LIGADO E COM COMPROMISSOS COM PASTORES E IGREJAS QUE NESSES ANOS TODOS INCENTIVAM A HOMOFOBIA E O ÓDIO!
E aí eu pergunto José, em quem votar em São Paulo??? Estamos entre a cruz e a espada, Serra de um lado Haddad do outro..
Eles falam o que é conveniente, se for conveniente falar que a mãe não vale nada, eles falarão.
Esse é um dilema que infelizmente é comum.
Eu sou contra, em geral, votar em branco.
Se todos fizessem um discurso inclusivo, ou se a nossa legislação já fosse boa, teríamos que escolher alguém pelo resto do programa.
Então o que faço é privilegiar o melhor discurso, ajudar a mantê-lo à tona. Mas este ano, para a Prefeitura de São Paulo, ainda não apareceu ninguém que se considere livre de chantagem religiosa.
Assim parece que vai nivelar por baixo, e, na omissão generalizada, volto a escolher alguém pelo resto do programa.
Para vereador, aqui em Sampa, vou tentar ajudar o PSoL a fazer o seu primeiro vereador. Em 2008 eles chegaram a uns 70% da cota mínima, talvez este ano consigam o mínimo necessário. No RJ já são dois vereadores. Eu não concordo muito com a pauta econômica desse partido nem acho que foi útil a representação que fizeram estes dias contra Lula, mas, pelo menos, em relação a LGBTs eles sempre foram coerentes e a expectativa é que os vereadores ajudem a questionar projetos tolos nas Câmaras municipais.
Acho que este ano é o que dá pra fazer.
Você conhece esta notícia? M. Haddad diz que o material estava pronto e aproveita os elogios da Unesco…
http://www.luiscardoso.com.br/brasil/haddad-diz-que-ministerio-da-educacao-nao-vai-alterar-conteudo-de-kit-gay/
Desfiliei-me recentemente do PT, onde estive desde 1982, especialmente por conta da sua hoje gosmenta política de alianças, que joga no lixo nossa história.
Repugna-me ver petistas acocorados diante do fundamentalismo religioso da bancada evangélica que, por seu ódio LGBTT-fóbico, coloca em risco a vida de meu filho mais novo, Jean, que decidiu viver sua sexualidade sem esconder-se, sem negar-se.
Como seu pai tenho o dever incontornável de amar e proteger meu menino e ele não tem do que envergonhar-se.
Ao contrário: eles, os LGBTT-fóbicos é que devem envergonhar-se do que dizem, pregam e fazem e, diante da minha família, essa corja baixa a cabeça.
Na parede da memória, etc.
Parabéns ao Jean e a você, Paulo. O direito de ser cidadão pleno tem que vir antes de interesses partidários.