Por Leandro Oliveira

Em nota divulgada nesta terça-feira (12), a APOGLBT (Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo) desmentiu o Instituto de Pesquisas Datafolha.

O instituto diz que foi pioneiro na utilização de “métodos científicos” para a contagem dos participantes da 16ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo que aconteceu no último domingo (10). Mas de acordo com a APOGLBT, já em 2006 os representantes do Guinness Book (Livro Mundial dos Records) vieram à parada para fazer a contagem dos participantes através de “rigorosos requisitos com padrões internacionais”. Na ocasião, a Parada LGBT de São Paulo foi considerada a maior do mundo pelo Guinness.

A associação utilizou informações da empresa São Paulo Turismo para questionar incoerências nos dados divulgados pelo Instituto e diz que a pesquisa considerou uma área menor do que a real área da parada. Informação divulgada pelo Datafolha diz que o evento contou com 270 mil pessoas.

A nota ainda frisou que de acordo com a Polícia Militar do Estado de São Paulo e a Guarda Civil Metropolitana, a Parada do Orgulho LGBT é a atividade pública mais pacífica e tranquila do estado.

Este foi o primeiro ano que a APOGLBT não fez a contagem dos participantes devido à mudança de foco do evento. Se antes a intenção era que a manifestação tivesse reconhecimento nacional, agora o que importa não são os números e sim as bandeiras que ela levanta.

No caso deste ano, a Parada teve tom mais político com o tema – Homofobia tem cura: educação e criminalização. A nota lamenta o fato dos dados divulgados pelo instituto Datafolha terem mudado o foco dos temas centrais levantados pela parada que são: Criminalização da homofobia, reconhecimento das famílias homoafetivas e o Projeto Escola Sem Homofobia.

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Foto: Protesto bem humorado que correu as redes sociais. Autor: Anônimo.