Deputado Federal Jean Wyllys é ameaçado de morte em comunidade do Orkut

O Deputado Federal Jean Wyllys (PSOL) e LGBTs em geral estão sendo ameaçados de morte em uma comunidade do Orkut intitulada – “Morte ao Jean Wyllys”. Criada em 08 de setembro de 2011, a comunidade, segundo a descrição, pretende “debater formas” de matar o deputado. A descrição ainda chama LGBTs em geral de “aidéticos” e “pedófilos”. Relacionadas a mesma comunidade ainda se encontram outras, igualmente homofóbicas, como “Gay bom é gay morto” e “Viados malditos”, além de comunidades contra o movimento feminista.

Esta não é a primeira vez na qual Jean Wyllys, que dentre outras causas importantes, tornou-se porta-voz na luta pelos direitos da comunidade LGBT, recebeu ameaças de morte. Em março deste ano, o deputado federal foi alvo de ameaças pelo Twitter, após defender o casamento LGBT.

Ameaças contra a comunidade LGBT também são frequentes nas redes sociais. No final do ano passado, por exemplo, após a repercussão dos casos de agressões na avenida paulista, um perfil do Twitter intitulado @homofobiaSIM, começou a pregar a morte de LGBTs pela rede de microblogs e deu início a uma onda de ataques homóbicos através da hashtag #homofobiasim.

Grupos de extermínio assustam população LGBT no Brasil

Nesta semana dois fatos semelhantes envolvendo ameaças de grupos homofóbicos aconteceram em dois estados do país.

O primeiro foi uma pichação neo-nazista em um banheiro de um shopping de Recife, noticiado pelo site A Capa, que descreve o início de um massacre de LGBTs na cidade em outubro. De acordo com a ameaça a mídia não conseguiria dar conta de noticiar o número de mortos que o grupo pretende fazer.

A segunda denúncia foi feita por um leitor do nosso site que enviou um print de uma ameaça feita na tarde deste domingo (11/09) em uma sala de bate-papo do site UOL. De acordo com o print, um nick chamado “Homem”, entrou na sala de chat “Joinville” (cidade de Santa Catarina) e ameaçou matar LGBTs da região sul. A ameaça, assim como a feita em Recife, também cita a mídia, e fala em “raças”, típico de grupos neo-nazistas.

Assassino da Oscar Freire fazia comentários homofóbicos no Twitter

Ainda envolvendo o assunto homofobia na internet, mais especificamente nas redes sociais, o suspeito de ter matado, a duas semanas atrás, o modelo Murilo Resende da Silva e o empresário Eugênio Bozola naquele que ficou conhecido como “Crime da Oscar Freire” tinha mensagens contendo homofobia em sua conta no Twitter. Nas mensagens, o suspeito, chamado Lucas Rosseti, diz “estar infiltrado no meio gay” e demonstra vontade de “cometer crimes”. Em um dos comentários, Lucas comemora o fato da homofobia não ser criminalizada no Brasil. Outra reportagem também afirma que o suspeito tinha tatuagens neo-nazistas pelo corpo.

O que resta saber agora é se as autoridades esperarão que as ameaças contra LGBTs, e contra o Deputado Federal Jean Wyllys, se concluam para que algo seja feito. Os criminosos estão dando as caras, avisando sobre crimes, as denúncias estão sendo feitas, só faltam investigações sobre os assuntos e os responsáveis punidos.